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Nova Glória: Adolescente é agredido por moradora após pedir desculpas por barulho de vôlei; família pede R$ 30 mil
Mulher foi autuada em flagrante por vias de fato, pagou fiança e foi liberada; caso também gerou ação cível e mobilizou Judiciário no norte de Goiás
Nova Glória, GO - Um adolescente de 15 anos foi agredido fisicamente na noite de sábado (5) no Setor Bela Vista, em Nova Glória, no norte de Goiás. O episódio gerou o acionamento da Polícia Militar e da Polícia Civil, além de uma ação cível movida pela família do menor.
Segundo o advogado da família, Dr. Robson Oliveira Gustavo, o jovem estava brincando de vôlei com amigos na Rua Geysler Santos Teixeira, por volta das 21h30, quando uma moradora saiu de casa irritada com o barulho. De acordo com o relato apresentado pela defesa, a mulher iniciou uma discussão e proferiu xingamentos contra o grupo. Quando o adolescente se aproximou para tentar apaziguar a situação e pedir desculpas, ela o atingiu com um tapa no rosto, na presença de outras pessoas.
Ainda conforme a versão do advogado, a mulher fez novas ameaças após a agressão, incluindo dar "chinelada na cara" e "beber o sangue" do adolescente. A mãe do jovem acionou a Polícia Militar, e os policiais tiveram acesso a um vídeo gravado por celular que registraria o momento do tapa.
A mulher foi localizada em sua residência, onde, segundo a defesa, admitiu ter dado a pancada, alegando que os jovens jogavam bola contra o portão de casa. Ela foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Rubiataba, onde foi autuada em flagrante pela contravenção de vias de fato, e posteriormente liberada mediante pagamento de fiança de R$ 540,33. O adolescente foi levado ao Hospital Municipal de Nova Glória, onde recebeu atendimento médico.
Além do procedimento criminal, a família ingressou com uma Ação de Indenização por Danos Morais no valor de R$ 30 mil, protocolada em 8 de setembro e em tramitação na Vara Cível da Comarca de Rubiataba. Na petição, a defesa alega a diferença de idade entre as partes e afirma que a mulher é casada com um secretário municipal de Nova Glória. O advogado avalia que esse contexto contribui para uma suposta sensação de impunidade e abuso de poder, mas destaca que essas afirmações fazem parte da argumentação da defesa e ainda serão analisadas pela Justiça.
A família informou ao Judiciário que não tem interesse na realização de audiência de conciliação, justificando a decisão pela necessidade de evitar novo contato do adolescente com a mulher, diante do impacto psicológico do episódio. A defesa afirma que o caso conta com registros audiovisuais, depoimentos de testemunhas e a suposta admissão da agressão durante a abordagem policial.
O procedimento criminal tramita na Vara das Garantias da Comarca de Goiânia, sob responsabilidade do juiz Dr. Inácio Pereira de Siqueira, com atuação do promotor de Justiça Dr. Cyro Terra Peres. As alegações apresentadas pela defesa ainda estão sob análise da Justiça, e a mulher deverá apresentar formalmente sua versão dos fatos no processo. O veículo não conseguiu contato com a defesa da mulher para manifestação.
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Fato Goiano
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