Morre aos 53 anos Lucimar das Neves, sobrevivente do acidente com o Césio-137 e irmão de Leide das Neves

Lucimar também foi contaminado no maior acidente radiológico da história do Brasil e conviveu por décadas com as consequências físicas e emocionais da tragédia ocorrida em Goiânia.

Lucimar das Neves Ferreira, sobrevivente do acidente com o Césio-137 e irmão de Leide das Neves, morreu aos 53 anos. Ele foi encontrado sem vida no sábado (25), na residência onde morava. A causa da morte será esclarecida por exames do Instituto Médico Legal (IML). O velório e o sepultamento ocorreram no domingo (26).

Aos 14 anos, Lucimar também foi contaminado durante o acidente radiológico de 1987 e precisou ser transferido para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Sua irmã Leide morreu semanas depois, aos seis anos, tornando-se símbolo da tragédia.

Durante a vida, Lucimar relatou as dificuldades para superar os traumas emocionais deixados pela contaminação, além do preconceito enfrentado pelos sobreviventes. Segundo a Associação das Vítimas do Césio-137 (AVCésio), ele também enfrentava depressão e alcoolismo relacionados às consequências do desastre.

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O acidente com o Césio-137 começou após a retirada de um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada de Goiânia. A abertura da cápsula radioativa provocou uma ampla contaminação, mobilizando mais de 110 mil pessoas para monitoramento e deixando marcas permanentes na história do Brasil.

Até hoje, o episódio é considerado um dos maiores acidentes radiológicos do mundo fora de usinas nucleares.

FONTE/CRÉDITOS: MÍDIA GOIÁS