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Bebê de três meses morre com sinais de violência em Caiapônia e adolescente é apreendido pela polícia
Equipe médica do hospital municipal identificou lesões na vítima e acionou a PM; jovem de 17 anos confessou agressão após se irritar com choro do filho
Um caso registrado na madrugada desta quinta-feira (22) mobilizou as forças de segurança pública e equipes de saúde em Caiapônia, município situado na região sudoeste de Goiás. Um bebê de três meses de vida morreu após dar entrada no Hospital Municipal com múltiplos hematomas e sinais incompatíveis com causas naturais. O pai da criança, um jovem de 17 anos de idade, foi apreendido em flagrante pelas autoridades policiais após admitir ter agredido o filho durante a noite anterior.
Atendimento hospitalar e constatação de lesões corporais
A ocorrência teve início por volta da meia-noite, quando uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) conduziu a criança em estado grave até a unidade hospitalar da cidade. Ao examinar o bebê, o corpo clínico de plantão constatou manchas escuras e marcas visíveis de violência distribuídas pelo corpo.
Diante do quadro clínico indicativo de agressão física grave e de maus-tratos, os profissionais de saúde adotaram o protocolo de segurança, isolaram o leito de emergência e comunicaram a situação de forma imediata à Polícia Militar, solicitando a presença de uma viatura para o registro formal da suspeita.
Relato aos policiais e circunstâncias da agressão
Ao ser questionado pela equipe policial sobre a origem dos ferimentos, o adolescente descreveu a sucessão dos fatos. De acordo com o depoimento prestado aos militares, por volta das 23h de quarta-feira (21), ele teria se descontrolado em razão do choro persistente do recém-nascido e apertou com força o pescoço da criança.
Na sequência, o jovem acomodou o menino no bebê-conforto situado na sala da residência e se deslocou até a área externa para realizar tarefas domésticas. Cerca de dez minutos depois, ao retornar para o cômodo, percebeu que o filho não apresentava sinais vitais nem qualquer reação a estímulos.
O adolescente entrou em contato por telefone com a companheira, de 18 anos, que cumpria jornada de trabalho fora de casa, e acionou o socorro médico. Apesar dos procedimentos de reanimação cardiopulmonar executados pelos socorristas e pela equipe do pronto-socorro, a morte da criança foi confirmada pouco depois do ingresso na unidade.
Procedimentos na Delegacia de Polícia Civil e perícia necroscópica
O jovem de 17 anos foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil de Caiapônia, onde o delegado de plantão formalizou a lavratura do Auto de Apreensão em Flagrante por ato infracional análogo ao crime de homicídio, em consonância com as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O corpo do recém-nascido foi transferido para a gerência regional do Instituto Médico Legal (IML) em Iporá. A perícia tanatológica e os exames de necropsia detalhados determinarão a causa exata da morte — com verificação técnica para asfixia mecânica — e registrarão a cronologia e o mecanismo gerador de cada uma das lesões constatadas. O inquérito policial permanece em andamento para posterior remessa dos autos ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.
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