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Família autoriza doação de órgãos de bebê de 29 dias, o mais jovem já registrado em Goiás

Rins foram captados em Rio Verde e encaminhados a um paciente compatível de outro estado; procedimento ocorreu após confirmação da morte encefálica.

Uma família de Goiás autorizou a doação dos órgãos de um bebê de apenas 29 dias após a confirmação da morte encefálica. A captação foi realizada na quinta-feira, 17 de setembro, no Hospital Unimed Rio Verde, no sudoeste do estado.

Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), o bebê é o doador de órgãos mais jovem já registrado no estado. Até então, os menores doadores registrados em Goiás tinham três meses de idade.

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Rins foram destinados a paciente de outro estado

Após o cumprimento dos protocolos clínicos e legais para confirmação da morte encefálica e a autorização da família, equipes especializadas realizaram a captação dos dois rins.

Devido ao tamanho e ao peso do bebê, os órgãos foram retirados em bloco, uma técnica que permite preservar os rins conjuntamente, com estruturas vasculares do doador, para o transplante. Os órgãos foram destinados, conforme os critérios do Sistema Nacional de Transplantes, a um paciente compatível de outro estado.

Doação pediátrica é considerada rara

De acordo com a Gerência Estadual de Transplantes da SES-GO, doações de órgãos de recém-nascidos são pouco frequentes. Além da baixa ocorrência de casos que atendem aos critérios necessários para a captação, existem exigências específicas de compatibilidade entre o doador e o receptor.

A situação também reforça a importância da decisão familiar no processo de doação. No Brasil, a autorização da família é necessária para a retirada de órgãos após a morte.

Transporte dos órgãos contou com operação aérea

Após a captação, os órgãos deixaram Goiás por meio de um voo comercial, acompanhados por profissionais responsáveis pelo processo de transplante. A operação contou com apoio no transporte até o destino definido para o receptor.

O transporte aéreo de órgãos faz parte de uma logística que exige planejamento e agilidade para preservar os tecidos e permitir que eles cheguem ao receptor dentro dos prazos estabelecidos.

Identidade da família não foi divulgada

A identidade do bebê, dos familiares e do receptor não foi divulgada. A medida segue as regras de confidencialidade que protegem as pessoas envolvidas no processo de doação e transplante.

Mais de 2,5 mil pessoas aguardam transplante em Goiás

O caso ocorre em um cenário de demanda por transplantes no estado. Segundo dados divulgados pela SES-GO, 2.585 pessoas aguardam atualmente por um transplante em Goiás.

Desse total, 1.807 aguardam por córneas e 757 por um rim. Também há pacientes esperando por fígado, pâncreas e transplante conjugado de pâncreas e rim.

Dados da Central Estadual de Transplantes apontam ainda que 66% das famílias entrevistadas em Goiás não autorizam a doação de órgãos após a morte. Por isso, profissionais da área reforçam a importância de conversar previamente com os familiares sobre a intenção de ser doador.

Em meio à dor da perda, a decisão dessa família permitiu que os órgãos do bebê fossem destinados a um paciente compatível que aguardava por um transplante.

FONTE/CRÉDITOS: G1 Goiás